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Do IFMG aos polos: aluna e egressa do campus Ouro Preto integram pesquisa na Antártica e no Ártico
Duas pesquisas que começam agora, no início de 2026, colocam ambientes polares no horizonte científico de uma egressa e de uma estudante do IFMG – Campus Ouro Preto. As autoras — ex-alunas do Curso Técnico Integrado em Mineração e da Licenciatura em Geografia — integram o GEOTA, grupo de pesquisa em Geografia e Temáticas Ambientais do IFMG, e darão continuidade à formação acadêmica com trabalhos orientados por docentes do campus.
As duas dissertações serão orientadas pela Profa. Caroline Delpupo, com coorientação do Prof. Alex de Carvalho - ambos coordenadores do GEOTA. As duas pesquisas fortalecem ainda uma rede já consolidada de investigação sobre ambientes frios ao estabelecerem conexão com o Terrantar (DPS/UFV), grupo de pesquisa dedicado ao estudo de ecossistemas terrestres antárticos. Essa articulação amplia o alcance formativo e científico dos trabalhos, conectando a trajetória das egressas do campus Ouro Preto a uma agenda de pesquisa polar com inserção nacional e internacional.
No Mestrado Profissional em Ensino de Geografia em Rede (PROFGEO/IFMG), Geovana Maria Freitas de Paula desenvolverá a dissertação “Educação geocientífica e mudanças climáticas no ensino de Geografia: o solo como mediador didático a partir de pesquisas em ambientes polares”. O estudo parte de evidências e experiências produzidas por pesquisas em regiões polares para discutir como o solo pode funcionar como mediador didático no ensino de Geografia, aproximando conceitos complexos — como mudanças climáticas — de estratégias de aprendizagem e práticas de sala de aula.
Já no Mestrado Acadêmico em Evolução Crustal e Recursos Naturais (UFOP), Ana Clara Rodrigues da Silva Santos investiga o Ártico a partir da dissertação “Paleoambientes quaternários em paisagem vulcânica ártica: interpretações pedoestratigráficas de paleossolos da região de Ísafjörður, noroeste da Islândia”, com financiamento da FAPEMIG. O projeto procura reconstruir paleoambientes do Quaternário numa paisagem vulcânica ártica, usando paleossolos e interpretações pedoestratigráficas como pistas para compreender dinâmicas ambientais do passado registadas no solo.
Apesar de seguirem linhas distintas — uma voltada ao ensino e outra à reconstrução paleoambiental —, as duas pesquisas convergem num ponto essencial: o solo como arquivo e como linguagem. Um arquivo que guarda histórias ambientais em escalas longas de tempo e uma linguagem capaz de traduzir ciência de fronteira em conhecimento ensinável. Para o IFMG Ouro Preto e para o GEOTA, o percurso das duas egressas reforça uma ideia simples e potente: quando formação pública, pesquisa e pertença a grupos científicos caminham juntas, estudantes podem construir trajetórias que atravessam mapas — inclusive os que começam no gelo.
Texto: Profa. Caroline Delpupo, com edição do Setor de Comunicação
