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Do solo mineiro para a Ilha Esmeralda: Estudante do IFMG leva "tecnologia de tintas" para a Irlanda
Esqueça as fronteiras. O estudante de Geografia, do Campus Ouro Preto, Lucas Lacerda, carimbou o passaporte no último dia 10 de março com um destino ambicioso: a University College Cork (UCC), na Irlanda. Integrante do Grupo de Pesquisa em Geografia e Temáticas Ambientais (GEOTA), Lucas não foi apenas para assistir aulas de inglês. Ele embarcou com a missão de mostrar como a ciência feita no IFMG pode atravessar o oceano, unindo a tradição das tintas de solos mineiras à tecnologia de ponta dos laboratórios europeus.
A rotina na Irlanda tem sido de imersão entre o Departamento de Geografia e o Earth and Ocean Lab. Com acesso a equipamentos internacionais, Lucas teve uma surpresa positiva: a familiaridade. "Sobre colocar as mãos, nada novo, já estou familiarizado por conta da rotina no laboratório do IFMG!", conta o estudante, destacando que, apesar da distância, as estruturas são semelhantes. O diferencial, segundo ele, está na atmosfera do local. "Acho que pelo prédio ser histórico e parecer um castelo, faz tudo parecer mágico. Tudo muito bacana e muito lindo", revela.

O ponto alto da viagem inverteu a lógica tradicional do intercâmbio: desta vez, o conhecimento brasileiro foi o protagonista. Devido a questões logísticas, a oficina prática deu lugar a uma detalhada apresentação teórica com fotos e vídeos que deixou os pesquisadores irlandeses maravilhados. "Foi incrível responder as perguntas e destacar a troca de conhecimento que temos com a comunidade ao realizarmos essa oficina. Não sei se eles tentarão fazer a tinta aqui, mas com certeza irão ver o solo de outra forma agora", explica Lucas. A técnica de pigmentos naturais, utilizada exaustivamente nas ações de extensão do IFMG, provou ser um diferencial de impacto internacional.

A jornada de Lucas reforça que a internacionalização é um caminho acessível através do engajamento acadêmico. Como bolsista da FAPEMIG, ele desmistifica a ideia de que intercâmbios são exclusivos para quem possui altos recursos financeiros. "Aprendi que não é sobre ser o melhor em algo, e sim sobre estar envolvido de verdade com algum projeto, pesquisa e fazer por amor mesmo", aconselha. O suporte institucional foi decisivo, já que o IFMG atua estrategicamente para converter projetos em ativos educacionais e promover a inserção de seus alunos em redes globais de pesquisa. "A FAPEMIG, o IFMG e os professores foram essenciais devido à disposição de recursos para a realização da internacionalização", completa o estudante.

